A candidata

Quem sou eu

“Foi no esporte que descobri a minha força. Foi servindo às pessoas que encontrei o meu propósito.”
Mariana Dantas sorrindo em meio a apoiadores do Time da Mari

Sou Mariana Dantas, filha de comerciantes e criada na Atalaia, em Aracaju. Minha mãe, contadora, e meu pai, economista, trabalhavam juntos no mercadinho da família, na Rua 7 de Setembro. Foi com eles que aprendi, desde cedo, o valor do trabalho, dos estudos, da responsabilidade e do respeito pelas pessoas.

Minha história com o karatê começou em 1992. Eu era uma menina inquieta e encontrei no esporte um caminho para desenvolver foco e disciplina. No primeiro campeonato, fiquei em décimo lugar entre dez competidoras — e dormi abraçada à minha medalha. Aquela menina ainda não sabia, mas um dia se tornaria campeã brasileira, vice-campeã pan-americana, integrante da Seleção Brasileira e campeã mundial.

O caminho até essas conquistas foi feito de treinos, renúncias, derrotas e recomeços. O esporte me ensinou que nem sempre vence quem começa com mais talento, mas quem encontra coragem para persistir. Ensinou-me a respeitar, a trabalhar em equipe, a enfrentar frustrações e a não desistir diante das dificuldades.

Sou mãe de dois filhos, e a maternidade ampliou minha forma de enxergar o mundo. Passei a compreender ainda mais a importância de oferecer às crianças e aos jovens ambientes seguros, boas referências e oportunidades para que possam acreditar em si mesmos e construir os próprios caminhos.

Mariana Dantas ao lado dos filhos durante evento da campanha

Em 2011, comecei a trabalhar com gestão esportiva. Passei por diferentes funções até me tornar a primeira mulher a comandar a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer de Sergipe. Foi ali que percebi que a gestão pública poderia levar a transformação que vivi no esporte para milhares de outras pessoas.

Compreendi que uma decisão política séria pode abrir portas para quem nunca teve oportunidade. Pude ver isso na prática ao criar o Bolsa Atleta Sergipe, o maior programa de benefício esportivo da história do nosso estado, garantindo que nossos talentos pudessem treinar e competir sem abandonar seus sonhos.

Vi a vida nas comunidades se transformar de verdade ao tirar do papel as Areninhas, levando lazer e convivência segura para os moradores. Vi Sergipe ser respeitado ao entrar no mapa do mundo trazendo grandes eventos como o Ironman e os Jogos da Juventude, que movimentaram nossa economia, gerando emprego e renda para o nosso povo.

Por trás de cada ação — fosse no incentivo aos paratletas e crianças neurodivergentes, ou na valorização do futebol feminino com a Copa Serigy —, entendi que existem pessoas, famílias e futuros sendo transformados.

É nisso que acredito: o esporte não forma apenas campeões, forma cidadãos. Aproxima as pessoas da educação, promove saúde, ensina disciplina e fortalece a inclusão.

Minha trajetória começou no tatame, ganhou propósito na gestão e hoje busca construir novos caminhos para Sergipe. Porque, quando uma oportunidade real chega, uma vida inteira pode mudar.